Quando vi que era fome, saí e chorei

A Igreja Metodista e os Direitos Humanos no Brasil.

“Neste tempo, fazemos uma escolha clara pela vida, manifesta em Jesus Cristo, em oposição à morte e a todas as forças que a produzem”
(Plano para a Vida e Missão, publicado no Plano Nacional Missionário, 2017)

Um dos grandes legados de Wesley e do Movimento Metodista é a busca por uma espiritualidade comprometida com seu respectivo tempo. Wesley era alguém profundamente conectado e comprometido com o sofrimento do povo de sua época. Ser alguém que se deixa tocar pelos problemas de seu tempo significa ser alguém impelido pelo Espírito Santo, pois é Ele que sopra no povo de Deus sempre o renovo da vida, que conduz a igreja de Deus a encarnar a missio dei no mundo.
O Plano Nacional Missionário (PNM) traz em sua parte da fundamentação bíblica o texto de Mateus 1.12-15, que relata o início do ministério de Jesus como orientação para nossa igreja em sua missão neste novo ciclo, que tem início a partir do último Concílio Geral. Para onde vamos? Nossa única resposta a essa pergunta é: vamos para onde o Espírito Santo nos enviar. No texto, o Espírito impeliu Jesus para o deserto. Para onde o Espírito está nos impelindo como povo metodista hoje?
Após a vivência no deserto, o Espírito sempre levava Jesus ao encontro dos/as mais necessitados/as, daqueles/as que mais sofriam em seu tempo. Vale ainda destacar a importância que John Wesley dava para que todo e toda metodista interpretasse bem o seu tempo. A boa recomendação de ter a Bíblia numa mão e o jornal na outra.

História

Um pouco de história dos Direitos Humanos no mundo: 10 de dezembro é o Dia Internacional dos Direitos Humanos. A data foi instituída em 1950, dois anos após a Organização das Nações Unidas (ONU) adotar a Declaração Universal dos Direitos Humanos como marco legal regulador das relações entre governos e pessoas. Com esse ato, mais do que celebrar, a ONU visava destacar o longo caminho a ser percorrido na efetivação dos preceitos da declaração.
Nos trinta artigos do documento estão descritos os direitos básicos que garantem uma vida digna para todos/as os/as habitantes do mundo (liberdade, educação, saúde, cultura, informação, alimentação e moradia adequadas, respeito, não discriminação, entre outros).
A declaração é, nesse sentido, um marco normativo que serve de guia para as condutas de governos e cidadãos/ãs. Seus princípios inspiraram e estão amplamente disseminados no arcabouço legal dos mais diversos países, assim como nos inúmeros tratados internacionais que versam sobre o tema.

Qual o problema dos direitos humanos e quais os desafios atuais?

Joaquim Herrera Flores, no livro A reinvenção dos Direitos Humanos, faz uma crítica ao modelo dos DH que temos disseminado no mundo desde 1948. Em sua visão, temos um desafio que é teórico e ao mesmo tempo prático. Apesar do esforço internacional realizado para formular juridicamente uma base mínima de DH que alcance todos os indivíduos e formas de vida, estamos atual­mente diante de um novo contexto social, econômico, político e cultural que, para fixar uma data de início, se desenvolve politicamente a partir da queda do Muro de Berlim e do anúncio do “fim da história” proclamados vencedores da Guerra Fria. Neste novo contexto, vê-se uma paralisação das medidas interventoras por parte do Estado, que controlava as consequências do mercado aplicando medidas interventoras; na atualidade é o mercado que impõe as regras aos Estados por meio de instituições globais, como o Fundo Monetário Internacional, o Banco Mundial e, sobretudo, a Organização Mundial do Comércio.

Toda essa nova problemática faz com que grande parte da literatura relacionada aos direitos (desde a etapa de internacionalização com a carta de São Francisco de 1945 até os últimos relatórios do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD) exija uma teoria que dê atenção especial aos contextos concretos em que vivemos e uma prática educativa e social de acordo com o presente que estamos atravessando.

A deterioração do meio ambiente, as injustiças propiciadas por um comércio e por um consumo indiscriminado e desigual, a continuidade de uma cultura de violência e guerras, a realidade das relações transculturais e das deficiências em matéria de saúde e de convivência individual e social que sofrem quatro quintos da humanidade obrigam-nos a pensar e, consequentemente, a apresentar os direitos desde uma perspectiva nova, integradora, crítica e contextualizada em práticas sociais emancipadoras.

Diante do exposto acima fica uma ou algumas perguntas: Qual a contribuição da Fé e das Igrejas na construção de uma nova teoria que se faz necessária dos DH? De que modo enfrentar este desafio na prática, como conviver com crianças passando fome, como foi o caso que deu título a este texto ocorrido em Brasília recentemente? Como mobilizar nossas igrejas locais, Confederações e Sociedades para uma ampla mobilização de toda a comunidade para a promoção da paz e da justiça?

Lamentavelmente, o Brasil é o país que mais mata pessoas no mundo. Em 2016 foram quase 60 mil pessoas; destas, a maioria são jovens entre 15 e 29 anos, são negros/as e vivem nas periferias das cidades. Ou seja, no Brasil, os homicídios atingem diretamente uma determinada parcela da população. Como a Igreja pode fazer frente a essa realidade considerando nosso compromisso com a dignidade de todas as pessoas, de dentro e de fora das Igrejas?

Nossa oração é para que Deus nos levante nesses tempos de morte para vivermos e anunciarmos a vida plena para todos e todas.

Pr. Welinton Pereira da Silva
Pessoa de Referência de DH da Igreja Metodista

Há tempo para todo propósito debaixo do céu!

As férias chegaram! Este é um período em que as crianças podem dormir até mais tarde! Brincar, passear, ter diferentes diversões! Nada de video game, TV ou internet por tempo demais!

Hoje em dia as crianças têm uma vida muito atarefada, cheia de atividades e compromissos: escola, natação, inglês e muito mais coisas… Enfim, as crianças têm uma semana ocupadíssima, às vezes, até sem ter tempo livre para brincar, tempo ocioso, ou mesmo um tempo para poder curtir junto à família, por isso as férias são tão importantes! Um período dedicado ao lúdico e ao descanso físico e mental.

A psicóloga Nívea Fabrício, diretora pedagógica do Colégio Graphein (SP), que ao longo de mais de 35 anos fez uma pesquisa observacional sobre o tema, aponta que: “Durante as férias, as crianças montam um quebra-cabeça de tudo aquilo que elas aprenderam na escola. Eu percebo que elas voltam mais amadurecidas. Aquela que é mais tímida fica mais falante, a que tem dificuldade em matemática vem mais disposta para aprender a matéria. Ou seja, as férias também ajudam no desenvolvimento da criança – e isso faz com que ela consiga se concentrar e aprender mais”.

Algumas famílias encaram as férias como um problema, pois as crianças vão ficar mais tempo em casa e assim acreditam que pode aumentar o trabalho. Contudo, deveriam tentar olhar por outra ótica. Valorizar esse tempo acreditando em fortalecer ainda mais os laços familiares!

Pense bem! Uma das melhores coisas para os/as seus/as filhos/as é quando as férias são aquelas nas quais as pessoas que elas amam estão juntas e elas recebem maior atenção! Vejam bem, estão juntos/as e recebem mais atenção! Por que pontuar isso? O tempo é precioso, como diz em Eclesiastes 3.1-8.

Portanto, pais! Deem atenção e se façam presentes na vida de seu/a filho/a o máximo que puderem! Façam programas juntos! Sejam menos rígidos/as! Mas é necessário dar limite! Também é uma forma de amar! Vejam filmes juntos! Comam pipoca! Leiam a Bíblia e histórias com seus filhos/as e para eles/as! Ousem com a criatividade que só o tempo que Deus dá pode ser compartilhado e saboreando da melhor forma possível! Tempo de ensino e aprendizado com as crianças. Tempo que os/as farão sentir um saudosismo quando elas já estiverem grandes! Tempo que não volta mais!

Mas muitas vezes é impossível conciliar as férias das crianças junto às suas. Portanto, aproveite suas folgas o máximo possível com elas, e o tempo que não podem, procurem alternativas, como a colaboração dos/as amigos/as, de parentes, pessoas de confiança, atividades na igreja – EBF’s, tarde diferente, acampadentro, também tem as colônias de férias e outras atividades.

Portanto, pais/responsáveis, essas são sugestões para um melhor aproveitamento deste tempo de descanso, férias… Mesmo vivendo tempos difíceis, crises em todos os setores. Não deixe que isso os/as impossibilite de amar o tempo que o Senhor dá a todos/as e de curtir as crianças da melhor forma possível, pois tudo que o Senhor faz é bom. O TEMPO todo ELE é BOM!

Assim, este é o desejo do DNTC, que as férias sejam tempo de apreciação de estreitamento das relações!

“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.
Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar
o que se plantou;
Tempo de matar, e tempo de curar;
tempo de derrubar, e tempo de edificar;
Tempo de chorar, e tempo de rir;
tempo de prantear, e tempo de dançar;
Tempo de espalhar pedras, e tempo
de ajuntar pedras; tempo de abraçar,
e tempo de afastar-se de abraçar;
Tempo de buscar, e tempo de perder;
tempo de guardar, e tempo de lançar fora;
Tempo de rasgar, e tempo de coser;
tempo de estar calado, e tempo de falar;
Tempo de amar, e tempo de odiar;
tempo de guerra, e tempo de paz.”
Eclesiástes 3:1-8

Equipe DNTC

A integridade como valor inegociável do Evangelho

Kevin DeYoung, um jovem pastor norte-americano, comenta que podemos ter dois amigos, dois hobbies ou dois empregos. Mas não dois senhores, porque escravidão é uma coisa absoluta. Jesus ensina que não é possível servir a dois senhores, porque a gente acaba amando a um e desprezando o outro (Mateus 6.24). Ou colocando as coisas de um em primeiro lugar e relegando ao outro as segundas opções.

É interessante como coisas óbvias nos chocam. Sinto-me envergonhada em perceber o quanto em mim ainda se debate entre duas ideias, dois propósitos ou até mais! Como é fácil desviar-me do que é importante e dar valor ao secundário. Foi por isso que a Igreja se desviou muitas vezes da missão. Dividiu-se em partidos religiosos, assumiu posturas político-ideológicas de modo radical, perseguindo quem pensava diferente e envolveu-se em causas sociais que, embora importantes e pertinentes, não eram a sua missão principal. Assim, mitigou-se o anúncio do Evangelho, da necessidade do arrependimento e da conversão para a salvação e a vida eterna em Jesus.

Isso trouxe tantos problemas ao longo dos anos que até hoje estamos aqui, tentando acertar e ainda errando. Com nossos erros, fazemos pessoas sofrerem, nos afastamos do próximo e de Deus, damos um mau testemunho público ou recaímos nas temáticas dos sacerdotes e levitas que passam de largo (Lucas 10.25ss). Ou nos debatemos a fazer muitas obras, mesmo sem o crivo da fé (Tiago 2.14-26). Enfim, nos dividimos interiormente como pessoas e comunitariamente como corpo de Cristo. As divisões escandalizam. Os escândalos fazem com que as pessoas se afastem da fé. O afastamento leva à incredulidade. E a morte instala-se no lugar da vida plena que devíamos oferecer pelos méritos de Jesus, que morreu por nós.

O Pastor Kingspride, missionário metodista no Gana, nos lembrou recentemente numa visita ao Brasil que a igreja tem feito muita coisa em nome de Deus que Deus não pediu para fazer. Tem se tornado uma prestadora de serviços ao invés de uma agência da graça. Tem condenado como um tribunal ao invés de entender que a promessa diz que o Espírito seria derramado sobre toda a carne, e não apenas sobre as carnes que achamos mais pertinentes ou parecidas conosco. Que o Espírito de Deus está sobre lugares que a gente não admite e sobre pessoas com quem não gostaríamos de partilhar o Evangelho. Duramente, nos advertiu que Deus chamou os/as judeus/as para serem os/as portadores/as de suas boas-novas. Com a recusa daquele povo em abrir-se ao amor aos outros povos, resguardando só para si a aliança, Deus, em Cristo, levantou a Igreja. Mas bem pode ser que essa graça de sermos colaboradores e colaboradoras com Deus nos seja subtraída da mesma maneira, se também nos recusarmos a abrir nossa vida, coração e prática a amar ao próximo que Deus criou e não apenas o próximo que se parece conosco.

Tenho achado dura esta palavra. E é porque ela me confronta. Integridade é um estado de ser inteiro, sem rachaduras, sem manchas, ruga ou mácula. Um estado de uma pessoa capaz de alinhavar seu discurso e sua prática com a linha mesclada da coerência. Como isso é difícil! Prova disso é o quanto nós, como Igreja de Cristo, nos encontramos em um estado de tensão, de separação e de dúvida que não opera a graça e o amor de Jesus. O desespero daí resultante, como lembra Kierkgaard, é o pecado que não tem perdão, a blasfêmia contra o Espírito Santo, porque no fundo, no fundo, estamos a afirmar que Deus não pode fazer o que Ele se propôs nas Escrituras. Na prática, vivemos de modo oposto ao que pregamos. Nossa desintegração é visível aos olhos e escândalo para quem não crê. Como vencer esse pecado?

Acredito que um passo importante é a gente começar pelo básico: o arrependimento. Nos/as crentes, diz João Wesley, o arrependimento é o conhecimento de si como ser humano pecador diante de Deus. Reconhecemos que a desintegração dos nossos valores compromete a integridade do nosso serviço e do nosso testemunho. Corremos o risco da injustiça, do desamor, da exploração de posições ou do poder do discurso, minamos a fé e a esperança das pessoas, descuidamos da família, do mundo como obra de Deus e prestamos um desserviço ao Evangelho de Cristo.

Ao contrário, a integridade promovida pelo arrependimento assume a cada dia o caráter esperançoso e transformador da conversão. Kingspride nos mostrou em suas ministrações que Jesus era íntegro no propósito e na prática. Ele não quis ser rei nem aceitou honrarias no contexto judaico. Ele veio para levar as pessoas a uma experiência de salvação e se manteve fiel a este propósito de cumprir a vontade do Pai. Por isso, ele ensinava de modo a formar uma base sobre a qual a pregação poderia levar a uma resposta mais efetiva do ouvinte. Uma vez ensinado e tendo respondido à pregação, este ouvinte, homem ou mulher, poderia receber a cura de seu corpo ou alma enfermados. E depois de fazer isso, comovido pela multidão das ovelhas sem pastor, tocado pelo iminente prejuízo da colheita madura sem trabalhadores/as suficientes, Jesus compartilhou de si mesmo para gerar tais colaboradores/as (Mateus 9.35-38).

A igreja que não é íntegra em seu arrependimento, em seu caráter e em seu serviço pode colocar a perder todo o esforço de Jesus. O tempo de percebermos isso e de nos movermos para a unidade do corpo e para a integridade prática é urgente e é agora. Se discípulos e discípulas nos caminhos da missão servem com integridade, os valores do Reino aparecem em tudo o que fazem, porque não apenas fazem o que Deus mandou, mas fazem do jeito como Deus faria – gerando justiça, paz e alegria (Romanos 14.17).

 

Bispa Hideide Brito Torres
Presidente da 8ª Região Eclesiástica

Sobre o reconhecimento do presidente dos EUA de Jerusalém como Capital de Israel

Juntamente com todos os cristãos em todo o mundo, as igrejas membros do Conselho Mundial de Igrejas olham para a Cidade Santa de Jerusalém como a localização do evento fundacional nas origens da nossa fé. O CMI reconhece Jerusalém como uma cidade de três religiões e dois povos. Também reconhecemos o significado central e a aguda sensibilidade política, social e religiosa do status de Jerusalém em qualquer paz final e sustentável entre israelenses e palestinos.

Em um movimento que causou uma grande preocupação na região e na comunidade internacional em geral, o presidente Trump anunciou os planos de sua administração de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel. Tal passo rompe com o consenso internacional de longa data, e quase sete décadas de política americana estabelecida, que o status de Jerusalém ainda não foi resolvido. Também antecipa uma resolução negociada desta questão, tornando mais difícil qualquer acordo de paz final, que deve ser alcançado entre israelenses e os próprios palestinos.

O CMI compartilha e afirma firmemente as preocupações expressas por Sua Majestade o Rei Abdullah II do Reino Hachemita da Jordânia, de que esta medida terá sérias implicações para a segurança e estabilidade no Oriente Médio, prejudicará os esforços da administração americana para retomar processos de paz e encherá os muçulmanos e cristãos palestinos de sentimentos semelhantes. Juntamente com o rei Abdullah, também enfatizamos que “Jerusalém é a chave para alcançar a paz e a segurança no mundo”.

Os Estados Unidos devem desempenhar um papel fundamental ao encorajar e apoiar negociações construtivas entre o Governo de Israel e a Autoridade Palestiniana, se o processo de paz moribundo for revivido. Mas a imposição desta decisão sobre o status de Jerusalém só levará a mais desilusão, aumento de tensões e esperanças diminuídas. Não pode servir os interesses de uma paz justa na região.

O Conselho Mundial de Igrejas convida a administração dos EUA a reconsiderar sua posição sobre esta questão-chave e a envidar esforços máximos para promover negociações renovadas entre israelenses e palestinos para uma paz genuína, justa e sustentável.

Rev. Dr. Olav Fykse Tveit
Secretário geral Conselho Mundial de Igrejas

Liturgia para o Natal 2017

Já está disponível para download a liturgia para celebração do natal 2017, produzida pelo Departamento Nacional de Escola Dominical. A liturgia elaborada por Rosiléia Flausino Dias Araujo, conta com os momentos de Adoração, Confissão, Louvor, Edificação, Dedicação e Envio.

O texto traz um convite para percebermos a presença de Deus em nosso meio, especialmente na época em que relembramos seu nascimento. O momento de confissão segue nos lembrando de refletir sobre as vezes que deixamos de ser sal da terra e luz do mundo. “Perdão, quando não percebemos a Tua presença entre nós. Perdão, quando não acolhemos a Tua Palavra, Teus ensinos e Teus mandamentos para os cumprir. Perdão, quando não fomos luz para o mundo e nem sal para a terra, testemunhando o Teu amor e a Tua paz”, diz o texto.

Confira abaixo a oração de confissão na íntegra:

Oração de Confissão

Nesta noite de Natal, unimos a nossa voz em oração, pedindo perdão a Ti, Senhor!

Perdão, quando não percebemos a Tua presença entre nós.

Perdão, quando não acolhemos a Tua Palavra, Teus ensinos e Teus mandamentos para os cumprir.

Perdão, quando não fomos luz para o mundo e nem sal para a terra, testemunhando o Teu amor e a Tua paz.

Nesta noite de Natal, unimos a nossa voz em oração, pedindo também o Teu perdão, por aqueles e aquelas que, por não Te receberem, não creem no Teu nome e não acolhem o Teu amor.  Por tua misericórdia, perdoa-nos Senhor. Amém.

BAIXE A LITURGIA DE NATAL 2017

BAIXE O PRESÉPIO DE NATAL COM OS AVENTUREIROS EM MISSÃO

Advento: Tempo de estudar a Palavra de Deus

Desde o último domingo de novembro estamos celebrando o Advento, período no qual comemoramos o anúncio do nascimento e a chegada do menino Jesus. É tempo de esperança, de paz e de preparar o coração para os sentimentos e emoções que advêm da manjedoura.

É tempo de preparar os momentos de convivência e celebração pelo Natal e pelo novo ano que se aproxima. O povo de Deus sempre realizou festas e celebrações para rememorar os feitos de Deus na Sua história, como a Páscoa (Êx 12.26-27). Para nós, o Natal é um desses eventos de importância, por nos rememorar a inserção de Deus na história humana, diretamente, por meio da encarnação (Jo 1).

No segundo domingo de dezembro, celebraremos também o Dia da Bíblia. Todos os dias, a Bíblia está ou deve estar presente em nossa vida (Sl 1 e Sl 119.105), pois ela nos fala sobre Deus (Os 6.3), sobre a família (Sl 128), sobre as coisas criadas (Gn 1 e Sl 19), sobre o Reino de Deus e a Sua justiça (Mt 5-7). A Bíblia apresenta o alimento diário para o sustento da fé (Dt 6), o aquecimento do amor (1Co 13) e a renovação da nossa esperança (Ap 1.1-9). Ela é o principal instrumento para a educação dos membros da igreja (Tt 2).

Muitos textos bíblicos destacam a importância da Bíblia para a vida de todos/as nós (Sl 1, Js 1.8, Sl 19.10 e Sl 119). O Salmo 1 diz que quem medita na Bíblia dia e noite é comparado/a às árvores plantadas ao lado das correntes de águas, ou seja, está sempre alimentado/a. Deus recomendou a Josué fazer o mesmo (Js 1.8) e assim encontrar a capacitação e a força necessárias para servir ao povo de Deus.

Já o salmista demonstra ter descoberto o lado delicioso e prazeroso da leitura e da meditação na Palavra de Deus: no Salmo 19.10 diz que as Palavras do Senhor são mais desejáveis do que o ouro e mais doces do que o mel. Os salmistas experimentavam seguidamente esta “delícia” que era a meditação e o estudo sistemático das Sagradas Escrituras. No Salmo 119, um deles (ou quem sabe, vários!) chega a fazer um acróstico usando as letras do alfabeto hebraico para falar da Palavra de Deus em todos os versículos.

O apóstolo Paulo fala que a Bíblia é boa para ensinar, corrigir, repreender, educar e capacitar as pessoas para as boas obras (2Tm 3.16-17). Vários outros textos nos orientam neste sentido (2Tm 3.16-17, Hb 1.1-2 e Mt 28.20). O Autor da Carta aos Hebreus (Hb 1.1-2) faz uma declaração muito relevante para o período do Advento: Deus falou no passado pelos pais e pelos profetas. Agora, Ele fala por meio de Jesus Cristo, o filho amado, que nasceu na manjedoura. Dentre as coisas faladas por Ele está a promessa eterna: “Eis que estou convosco!” (Mt 28.20).

O Advento e a Bíblia

A Bíblia é a “LÂMPADA para os pés e LUZ para o caminho” (Sl 119.105) e nos indica o caminho da paz, pois somos pessoas de boa vontade, a quem Deus quer bem (Lc 2.14). Advento, tempo de ler e ensinar a Bíblia. As pessoas que atuam na educação cristã em nossas igrejas têm a oportunidade de estudar e explicar as implicações dos valores que o nascimento de Cristo apresenta à humanidade e ajudar seus alunos e alunas a terem uma vida fundamentada nos valores que o Seu Evangelho apresenta.

Isso significa que como os pastores e magos receberam a instrução divina para procurar o Messias, Deus continua a nos chamar a conhecer a Salvação que vem de Cristo, cuja face nos é revelada nas Escrituras (Mt 2, Lc 2). Esta busca deve ser constante e crescente.

Educar de modo cristão é buscar o conhecimento oferecido pela Bíblia e, a partir da compreensão, desenvolver uma prática que evidencie a mensagem do Natal (Deus Conosco, para nossa salvação), que se faz presente em nosso viver diário.

Temos o desafio, neste Advento e Natal, de ler e compreender a mensagem bíblica que aponta para uma vida transformada e digna aos olhos de Deus e das pessoas de boa vontade. Há muita coisa para pensar. Há muito para fazer (Sl 119.105 e Lc 2.14)!

Josué Adam Lazier
Bispo Honorário da Igreja Metodista

Discípulas e discípulos nos caminhos da missão servem com integridade

O Colégio Episcopal da Igreja Metodista apresenta a pastoral orientadora para a reflexão e ação de cada metodista, em cada comunidade local, sob o tema do ano: “Discípulas e discípulos nos caminhos da missão servem com integridade”.

Nesta pastoral, descrevemos aspectos importantes da integridade, seu conceito no contexto do tema e como construir a integridade à luz dos valores e princípios da Palavra de Deus e de sua prática em nossos tempos atuais. Recomendamos seu estudo em grupos, nas classes de Escola Dominical, nos cursos de preparação de líderes, em ministrações baseadas nela para cultos e encontros diversos da vida da Igreja Metodista em terras brasileiras.

Em tempos de fragmentação, de crises diversas, desde aspectos de nossa economia e cultura, passando pela influência das tecnologias atuais, abalos políticos que afetam pessoas, famílias e cidades, questionamentos acerca de todas as bases que compõem o humano e as sociedades, o tema da integridade se faz relevante para nós. Nesse sentido, perguntamos pela integridade do serviço que prestamos, recordando, entre outros textos, o sermão “Discurso ao Clero”, no qual Wesley, falando aos pastores de sua época, também hoje nos questiona, tanto no corpo pastoral quanto no corpo laico da Igreja, acerca dos motivos que nos levam a servir. Discernir, arrepender-nos e redirecionar nossas motivações mais interiores quando se trata de servir a Deus e ao próximo, à proxima são prerrogativas inadiáveis para um povo que anseia vivenciar um discipulado autêntico, bíblico e em santidade.

Que Deus abençoe sua leitura e prática a partir desta pastoral!

Colégio Episcopal da Igreja Metodista
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Fonte: Expositor Cristão