Discípulas e discípulos nos caminhos da missão servem com integridade

O Colégio Episcopal da Igreja Metodista apresenta a pastoral orientadora para a reflexão e ação de cada metodista, em cada comunidade local, sob o tema do ano: “Discípulas e discípulos nos caminhos da missão servem com integridade”.

Nesta pastoral, descrevemos aspectos importantes da integridade, seu conceito no contexto do tema e como construir a integridade à luz dos valores e princípios da Palavra de Deus e de sua prática em nossos tempos atuais. Recomendamos seu estudo em grupos, nas classes de Escola Dominical, nos cursos de preparação de líderes, em ministrações baseadas nela para cultos e encontros diversos da vida da Igreja Metodista em terras brasileiras.

Em tempos de fragmentação, de crises diversas, desde aspectos de nossa economia e cultura, passando pela influência das tecnologias atuais, abalos políticos que afetam pessoas, famílias e cidades, questionamentos acerca de todas as bases que compõem o humano e as sociedades, o tema da integridade se faz relevante para nós. Nesse sentido, perguntamos pela integridade do serviço que prestamos, recordando, entre outros textos, o sermão “Discurso ao Clero”, no qual Wesley, falando aos pastores de sua época, também hoje nos questiona, tanto no corpo pastoral quanto no corpo laico da Igreja, acerca dos motivos que nos levam a servir. Discernir, arrepender-nos e redirecionar nossas motivações mais interiores quando se trata de servir a Deus e ao próximo, à proxima são prerrogativas inadiáveis para um povo que anseia vivenciar um discipulado autêntico, bíblico e em santidade.

Que Deus abençoe sua leitura e prática a partir desta pastoral!

Colégio Episcopal da Igreja Metodista
CLIQUE ABAIXO PARA FAZER DOWNLOAD DO DOCUMENTO COMPLETO

Fonte: Expositor Cristão

Tempo de buscar a Deus

Texto base: Oséias 10:12

A natureza nos ensina que tudo tem um tempo próprio; as estações; o dia e a noite; as árvores frutíferas; os seres vivos (de criança a adultos, de filhotes adultos, de mudas a árvores). Os propósitos na vida também tem um tempo certo (casamento, ter filhos, profissão, faculdade).

Podemos tentar apressar as coisas, mas normalmente perdemos agindo assim. Podemos colher o fruto verde, mas ele não será tão saboroso.

A Bíblia nos ensina que existe um tempo para buscar a Deus. Isso não tem a ver com anos ou meses, também não tem a ver com as circunstâncias externas. O tempo certo para buscarmos a Deus tem a ver conosco.

Qual o tempo de buscarmos a Deus?

  • Quando estamos arrependidos de nossos pecados e desejamos abandoná-los é tempo de buscar a Deus. Agora precisamos desejar deixar o pecado. Desejo e intenção são diferentes. Muitos entendem que tem que deixar o pecado e até decidem fazer isso, mas como não desejam de verdade abandonar o pecado, pois gostam dele, não levam a decisão adiante. Precisamos saber que o pecado nos afasta de Deus. Se queremos a Deus temos que desejar deixar o pecado.
  • Quando queremos conhecer melhor a Deus e estamos dispostos a isso é tempo de buscar a Deus.
  • Quando o temor de Deus começa a ganhar o nosso coração é tempo de buscar a Deus. Temor não tem a ver com medo, tem a ver com respeito e amor. Quando respeitamos a Deus e o amamos mais do que ao pecado é tempo de buscar a Deus.
  • Quando nos tornamos humildes o bastante para aprendermos e obedecermos é tempo de buscar a Deus. Talvez o maior pecado do ser-humano seja arrogância (orgulho). Caímos na mesma condenação do diabo (I Tm. 3:6).
  • Quando entendemos que somos impotentes e ignorantes, quando entendemos que lidamos com coisas grandiosas demais para nós e sem Deus nós não podemos nada. Quando entendemos que precisamos e dependemos e dependemos de Deus é tempo de buscá-lo.

Hoje pode ser o tempo de você buscar a Deus, depende de você.

Bispo Emanuel Siqueira
Bispo Presidente da 7ª Região Eclesiástica

Aprofundar

O termo aprofundar significa tornar mais fundo, mas também pode significar estudar minuciosamente, investigar a fundo. Muitas vezes fazemos uma pesquisa a fundo. Muitas vezes fazemos uma pesquisa mais minuciosa em livros e comentários bíblicos sobre um tema ou texto e falamos que nos aprofundamos sobre este assunto, mas a verdade é que esse tipo de aprofundamento ainda é parcial e superficial.

A Bíblia diz que em partes conhecemos (1Coríntios 13:9). Também diz que vemos as coisas de Deus obscuramente (1 Coríntios 13:12). Diz ainda que uma pessoa, com sua mente racional, não pode entender as coisas do Espírito de Deus (1 Coríntios 2:14). Estes e outros versículos deixam claro em Sua Palavra para que nos aprofundemos nas coisas espirituais e de Seu Reino é outra.

No capítulo 2 de 1 Coríntios, o apóstolo Paulo ainda diz que Deus revela o que preparou para aqueles/as que o amam pelo Seu Espírito. É uma revelação que através do raciocínio, estudo e investigação não conseguiremos alcançar. Paulo diz que as coisas do Espírito de Deus se discernem espiritualmente.

Profetas como Daniel buscavam a Deus em oração e jejum por vários dias para entenderem o que Deus havia mostrado em visão. Em Atos 2 Pedro diz que o tempo em que Deus daria visões e sonhos, como consequência do derramamento do Espírito, era chegado.

Vivemos essa época. E, nessa época em que Deus dá visões e sonhos, nos revela o que preparou pelo Seu Espírito, muitas vezes continuamos tentando discernir as coisas de Deus só com a mente racional.

O estudo, a pesquisa, a investigação do que já foi revelado, a leitura de bons livros e da Bíblia tem muito valor, e devemos nos dedicar a isso com afinco; mas devemos nos aprofundar em jejum e oração para que Ele fale, dê visões e sonhos, e o entendimento pelo Espírito do que falou.

Aprofundemo-nos em nossa intimidade com o Senhor para que em nossos ensinos, estudos bíblicos, pregações e testemunhos as visões de Deus sejam frequentes e a Palavra Dele seja penetrante, desafiadora, como a verdadeira Palavra de Deus é, e não somente palavra persuasiva de sabedoria ou letra morta.
Que Deus abençoe e supra com abundância ao povo Dele em nosso estado e região.

Bispo Emanuel Siqueira
Bispo Presidente da 7ª Região Eclesiástica

Ministerial 7ª Região Eclesiástica

Prezados/Prezadas
Irmãos e Irmãs

Graça e Paz!

“O Evangelho para cada pessoa no Estado do Rio de Janeiro, um grupo de discipulado para cada rua, e uma igreja para cada bairro ou cidade. Para alcançar 1.000.000 de discípulos até 2021”.

Convoco os Presbíteros/As, Pastores/As e Aspirantes ao Presbiterado a estarem no Ministerial que será realizado nos dias 08 a 10 de agosto nas dependências do IMFORM (Escola de Missões), situado a Rua: Estrada Rio Bahia, BR 116 /KM 46,5, Bairro: Serra do Capim.

Estarão nos ministrando na oportunidade além do Bispo Emanuel (Mano), O Pr. Luciano Subirá e Pr. Elias Dantas. Cremos que será um tempo de bênçãos, comunhão, ânimo e fortalecimento para o corpo Pastoral da 7ª Região.

As inscrições serão feitas diretamente no IMFORM, e o investimento será de R$ 240.00, incluindo alimentação, roupa de cama e banho. Contato: (21) 3641-6535

Sem mais, orando por vós,

Bispo Emanuel Adriano Siqueira da Silva – Mano

Até que ou ainda que?

Existem duas expressões na Bíblia muitos parecidas, mas com significados muito diferentes. A primeira “até que” está presente em pelo menos dois textos, Isaías 62: 6-7 e Lucas 24: 49, e tem o significado de perseverar, guardar sem desistir da promessa pois Deus responderá; a segunda expressão “ainda que” está presente no texto de 2 Reis 7: 2 e demonstra arrogância, dureza de coração, incredulidade e sarcasmo com o que Deus diz.

Em muitos momentos da nossa vida cristã e ministerial nossa fé em Deus, em sua palavra e promessas será desafiadora e teremos que escolher entre “o até que” (perseverar crendo) e o “ainda que” (sepultamento do futuro planejado prometido por Deus).

Escolher o “até que”, perseverar, será desafiador, pois não diz quanto tempo teremos que esperar e perseverar, mas Hebreus 11: 1 Diz que a fé nos dá a certeza de coisas que esperamos. Quando perseveramos porque temos certeza da resposta o fazemos com paz; sem angústia, ansiedade ou frustração. Quando perseveramos com certeza da resposta somos aperfeiçoados/as e fortalecidos/as para os desafios maiores. O “até que” nos levará ao crescimento e uma vida cristã superior e sobrenatural.

Escolher o “ainda que” usado pelo capitão da Samaria em 2 Reis 7: 2, não fará com que a promessa de Deus não se cumpra, mas faz com que a pessoa que decidir duvidar não participe da promessa. A escolha entre o “ainda que “ e o “até que” acontecerá em época de crise. Uma postura nos ajudará a superar a crise, a outra agravará a mesma.

Temos a promessa de um tempo de grande colheita e avivamento para a nossa região retratadas na visão dada por Deus através do Bispo Paulo Lockmann de um milhão de discípulos/as. Se cremos e perseverarmos com certeza experimentaremos esse avivamento que trará essa grande colheita; mas, infelizmente, por duvidarem, nem todos usufruirão da promessa.

Em que grupo você estará, no grupo do “até que” ou no grupo do “ainda que”? Estará no grupo dos que usufruirão ou no grupo dos que verão sem participar?

Meu desejo como Bispo é que todos/as, sem exceção, sejam do grupo do ‘até que”, do grupo que persevera crendo na promessa e usufrui do avivamento e colheita.

Que Deus os abençoe!

Bispo Emanuel Siqueira
Bispo Presidente da 7ª Região Eclesiástica

Uma Igreja de Discípulos e Discípulas

“Indo, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo”. Mateus 28:19

Desde o Concílio Geral de 2001 em Maringá – Paraná que a Igreja Metodista definiu o discipulado como uma de suas ênfases. Nesses dezesseis anos avançamos muito, mas ainda temos muitos desafios a vencer para sermos uma igreja em discipulado como enfatizou o Bispo Adonias Pereira do Lago no último Concílio Geral.

Já definimos que para os metodistas o discipulado é um estilo de vida, um método de pastoreio e uma estratégia para cumprir a missão. Também já definimos que o discipulado Metodista pressupõe o levar da salvação as multidões aflitas e desgarradas por não terem pastor, e ensino que leve os convertidos e convertidas a uma vida de santidade e consagração e de serviço ao próximo.

O modelo Metodista também pressupõe encontros que motivam ao discipulado; a organização em pequenos grupos que geram salvação, ensino, cuidado e comunhão; e uma estrutura para formar líderes para os grupos de discipulado.

Aqui na 7ª Região da Igreja Metodista temos o alvo de chegar a um milhão de discípulos e discípulas. Nossa meta é uma igreja em cada bairro ou cidade; um grupo de discipulado em cada rua; o evangelho para cada pessoa. Isso até 2021. Como fazer isso?

Esse é o nosso desafio, tornar real e prático a ordem de Jesus de fazer discípulos e discípulas. Como igreja, muitas vezes, nos distraímos fazendo muitas coisas que não contribuem para esse fim e, pior, nos acostumamos a ser uma igreja de eventos agradáveis, mas sem propósito.

Precisamos reavaliar se nossas atividades e recursos tem focado a fazer discípulos e discípulas, e nos reestruturarmos para cumprir essa ordem.

Se fizermos isso Deus nos dará poder para testemunharmos, nos dará também oportunidade para isso, porá a palavra em nossa boca, nos dará autoridade, visão, estratégias, crescimento e frutos
Concentremo-nos em fazer o que Jesus mandou, e que ele nos abençoe.

Bispo Emanuel Siqueira
Bispo Presidente da 7ª Região Eclesiástica

Para que vos torneis Filhos(as)

Em João 1:12, vemos que todos que recebem a Jesus Cristo como Senhor, recebem também o poder de ser filho (a) de Deus. Sabemos de acordo com Atos 1:8, que isso tem a ver com o recebimento do Espírito Santo que Deus dá a aqueles (as) que creem e pedem (Lucas 11:13 e Efésios 1:13).

Porém em Mateus 5:44-45 Jesus nos manda amar nossos (as) inimigos (as) e orar pelos (as) que nos perseguem para que nos tornemos filhos (as) do Pai Celeste.

Vemos aí claramente que para nos tornamos filhos (as) de Deus precisamos ajustar nossas atitudes as orientações do Espírito Santo que recebemos. O crer bíblico implica em acreditar, concordar e obedecer; fazer o que Jesus Cristo e o Espírito santo que veio nos conduzir, propõe.

Em Lucas 3:8 Jesus deixa claro que não adianta chamar alguém de pai se não ajustarmos nossa conduta para produzir dignos de nossa filiação. Em João 8:39 fica claro que se somos filhos (as) de Deus devemos praticar as obras de Deus e não da carne. Devemos deixar de andar em acordo com a vontade de nossa carne, para andar segundo de acordo com a vontade de Deus. Em Romanos 2:24 diz que o nome de Jesus e blasfemado pela conduta carnal dos que se dizem filhos (as) de Deus.

Como corpo pastoral da Igreja Metodista na 7ª Região temos o desafio de nos revestir de humildade, vencer nossa arrogância e orgulho e ajustar nossa conduta de acordo com as orientações de Jesus, da Bíblia e do Espírito Santo; assim nos tornaremos filhos (as) de Deus, manifestaremos Seu Reino e poder, o glorificaremos, o tornaremos conhecido e sararemos a nossa terra.

Levar o nome Dele a ser blasfemado ou glorificado? Qual a sua escolha? Façamos as coisas do jeito de Deus, no poder do Espírito, nos tornemos filhos (as) de Deus, o glorifiquemos com nossa conduta, e que Deus nos abençoe.

Bispo Emanuel Siqueira
Bispo Presidente da 7ª Região Eclesiástica

Tempos difíceis ou sobrenaturais

No novo testamento em Atos 2:17 e em 2 Timóteo 3:1 temos duas visões diferentes sobre os últimos dias. Em Atos 2:17 diz que nos últimos dias Deus derramará do Espírito Dele sobre toda a carne e coisas sobrenaturais acontecerão. Em 2 Timóteo 3:1 a Bíblia diz que nos últimos dias sobrevirão tempos difíceis. A Bíblia está se contradizendo? Não.

Em Atos fica bem claro que, no que depender de Deus, nos últimos dias viveremos tempos sobrenaturais. Um tempo de avivamento, de abundância espiritual, de abundantes manifestações de Deus e, consequentemente, de muitas pessoas sendo salvas e transformadas.

Em 2 Timóteo fica claro que, no que depender da natureza humana, teremos tempos difíceis. A escolha do que experimentamos como cristãos/ãs é nossa. Podemos viver um tempo sobrenatural, surpreendente e de abundante vida se ouvirmos o Senhor, obedecermos as orientações do Espírito Santo e fizermos a vontade dele; ou podemos viver tempos difíceis se seguirmos a inclinação de nossa carne e decidirmos fazer a nossa vontade.

Minha família e eu escolhemos viver tempos sobrenaturais, ouvir o Espírito Santo e fazer a vontade de Deus, esperando com grande expectativa o avivamento que com certeza virá. E você, escolhe viver o quê? Espero como Bispo, que seja um tempo sobrenatural. Que Deus nos abençoe na 7ª Região!

Bispo Emanuel Adriano Siqueira da Silva – Mano
Igreja Metodista 7ª Região Eclesiástica

Odres Novos

Nos textos de Mateus 9.17; Marcos 2.22 e Lucas 5.37-39; e na sequên­cia do questionamento dos Fariseus sobre o jejum dos seus discípulos, Jesus conta uma parábola em que fala sobre o vinho novo em odres novos. Ele explica que se o vinho novo é posto em odres velhos, os odres se romperão e estragarão, e o vinho se perderá.

Conta-se que por volta de 1618, o teólogo Holandês Gisbertus Voetius cunhou a frase em latim “Ecclesia Reformada et Semper Reformanda est”, que significa: “Igreja Reformada Está Sempre se Reformando”. A frase contempla a necessidade relatada por Jesus na parábola citada, de se ter “odres novos” para receber e manter o vinho novo de Deus.

Uma “Igreja Missionária a Serviço do Povo”, sincera numa sociedade em constante transformação, exige “vinho novo” e, consequentemente, “odres novos” sempre, se quisermos ser relevantes e efetivos/as em nossa ação missionária e pastoral. Gostaríamos de pontuar aqui algumas coisas que percebemos no texto de Lucas 5.37-39 e que pode nos orientar nessa tarefa.

1. “Odres Novos” tem a ver com novas formas, reformando formas, não com o abandono da essência. Se quisermos receber e guardar o Novo de Deus temos que ter clareza do que é forma e do que é essência. A confusão sobre isso pode nos descaracterizar, nos fazer abandonar a essência, o que prejudicará nossa identidade e tradição Metodista e consequentemente Missão; mas também pode nos fazer classificarmos formas como tradição e parte de nossa identidade, o que nos tornará irrelevantes como agentes da Missão de Deus no tempo presente. Precisamos ter clareza do que nos é essencial como Metodistas para que possamos mudar a forma mantendo a tradição wesleyana de ganhar almas e espalhar a Santidade Bíblica por toda a terra.

2. Tempos diferentes exigem “odres novos”. Na composição do exército do rei Davi, o texto de 1 Crônicas 12.32 diz que os filhos de Issacar enviaram duzentos chefes, conhecedores de sua época, para que Israel soubesse o que devia fazer. Precisamos identificar os “descendentes” de Issacar no nosso meio, os/as Metodistas conhecedores/as de sua época que nos ajudem a construir “odres novos” que promovam uma ação Missionária abençoadora e frutífera. Uma ação que promove a vida, saúde e crescimento. Uma ação que una qualidade à quantidade. Temos que eliminar frases como “o que queremos é qualidade, não quantidade”, como se os dois fossem excludentes. Reconhecemos que nem sempre quantidade é sinal de qualidade, mas qualidade verdadeira e bíblica atrai pessoas e gera quantidade. Precisamos de “odres novos” que nos ajudem a manter a qualidade, o “vinho novo”, enquanto o crescimento em quantidade também acontece. Os dois são alvos de nossa intercessão e desejo: Muitos discípulos e discípulas que aprendem e praticam o que o Senhor Jesus ensinou.

3. Temos que lembrar o que Jesus falou em Lucas 5.39, que o velho é excelente. Temos que ter espaço para o novo em nosso meio sem desrespeitar ou desonrar o que já foi feito; sem o rompimento com a nossa história e raízes. Se desprezarmos, desonrarmos ou desrespeitarmos o “velho”, a herança que recebemos de gerações de cristãos/ãs metodistas fiéis, comprometidos/as e dedicados/as do passado, perderemos essa herança e Deus não poderá fazer novas coisas; Ele precisará fazer de Novo e não o Novo.

Repito uma frase que ouvi de um Pastor que disse que nós recebemos a unção que nós respeitamos, gostaria que todos e todas os/as Metodistas pudessem receber porção dobrada do espírito que estava em Wesley e sobre a linha de esplendor sem fim de Metodistas Consagrados e Consagradas, fiéis e dedicadas que nos antecederam.

Para isso, precisaremos construir “odres novos”, mas lembrando sempre que o “vinho velho” é excelente; que o essencial preservado e transmitido pelas gerações de Metodistas do passado precisa ser honrado e respeitado.

Como Bispo eleito no último Concílio Geral, quero manter o legado que me foi transmitido, respeitando e honrando meus antecessores para não desperdiçar a herança que recebi, mas desejo e anseio que as ovelhas da Região que presido, bem como seu corpo pastoral, experimentem o Novo de Deus, tenham forças, ânimo, alegria e unção renovada e sejam aperfeiçoados e aperfeiçoadas por Deus para cumprirem seu propósito e servirem ao Senhor na sua geração.

Que nesse tempo novo, Deus continue nos dando graça e abençoando.

Bispo Emanuel Adriano Siqueira da Silva – Mano
Igreja Metodista 7ª Região Eclesiástica